Kernel, instinto e intuição na Lógica Global Convergente

No desenvolvimento da metodologia existe um ponto que tem gerado muitas dúvidas e grande parte das perguntas que nos são dirigidas tem a ver com esse assunto. Trata-se do Kernel. Muita gente não assimilou ainda isso, motivo pelo qual decidimos extrair dos vídeos de Alejandra Casado e adaptar ao nosso linguajar português, para acabar de vez com essa dúvida.

O que aprendemos com a metodologia é que, plano a plano, à medida que subimos na  escala dos planos, o futuro corrige o passado e entrega essa obra ao original, que desce uma nova versão do nosso ser até o plano 1.

Entretanto, para que isso seja possível, é necessário que nos livremos de toda a carga que acumulamos ao longo das nossas vidas. E nesse sentido há muita resistência nossa em nos livrarmos dos paradigmas, por uma série de razões que não vem ao caso comentar agora. Mas existe uma que devemos abordar, pois é exatamente onde o nosso progresso ou fracasso, na lei, está atrelado.

Estamos falando do “kernel”, um programa que está instalado em nosso ser e que controla as reações do nosso corpo físico e biológico. Se você é usuário de computador já deve ter ouvido falar desse programa que faz parte doo sistema operacional Windows. Dentro do diretório do Windows existe um arquivo chamado kernel, que se for apagado, inviabiliza o seu funcionamento. Nós também temos o nosso kernel, que está ligado à nossa sobrevivência, mas que pode ser neutralizado.

Para entender melhor a função do kernel humano vale enfatizar que a lei do desdobramento do tempo tem a função de corrigir a percepção e leva cada coisa ao seu lugar original, através de um fluxo de informações.

A fonte de onde vem a informação do passado e do futuro, assim como a sua qualidade devem ser atentamente observadas, pois a informação que chegará do passado, do máximo passado, será uma informação em forma de instinto. Por quê?

Esse instinto estará totalmente ligado à função de sobrevivência. Por exemplo, quando estamos dirigindo e um perigo aparece em nossa frente, quase que automaticamente temos um reflexo que nos salva a vida. Essa reação é fruto da ação do nosso observador do máximo passado que está auto preservando nossa existência.

São informações que vêm com todas as distorções dos observadores do passado, mais as distorções originais. Esses observadores estão controlados no nosso corpo físico permanentemente. A esse controle chamamos justamente de ‘kernel’, que é um programa que controla o nosso corpo. Esse programa impõe limites ao que o corpo pode ou não pode fazer, baseado nos seus padrões de configuração.

Se valorizamos muito a sobrevivência, ou seja, vivemos avidamente atrás das conquistas e achamos que tudo deve ser assim, o kernel também está configurado nesses padrões. E aí, quando ocorre um confronto com um objetivo que tenha a ver com o propósito, algo em mim estará em oposição, não será congruente, e agirei na defesa. Só poderei avançar até onde meu kernel permita.

Alejandra Casado usa também o exemplo de um grupo de pessoas assistindo a um filme de terror. No momento em que uma cena de horror aparece e causa um impacto enorme em todos, quem estará em ação é o kernel, ativando o seu instinto de defesa.

Uma pessoa desse grupo que, apesar de ter visto a mesma cena, mas que não se horroriza, apesar de ter visto o horror, é exatamente aquela que tem o controle do seu kernel. E é isso que precisamos fazer para evoluir na metodologia.

Assim, para cada um dos planos teremos um kernel, que vai estar controlado pelos princípios da sobrevivência.

Bom, até aqui cumprimos o que dissemos no início, que foi explicar o que é o kernel. Daqui para a frente vamos falar do antídoto para o ele, ou seja, como neutralizá-lo.

A pergunta é inevitável. Como fazer para controlar o kernel?

Como dissemos acima, enquanto do passado vem instinto, do futuro vem outra informação que deveria equilibrar a equação e que se chama intuição. A intuição vem de fora, mas nos soa familiar, como se estivesse dentro. Gera uma ressonância e é uma informação que não faz sentido na nossa realidade atual, mas nos induz a uma realidade onde essa informação faz sentido.

Além disso, essa informação vem de uma velocidade lumínica, distinta da frequência onde estamos e é uma a comunicação que vem dimensionalmente de outro lugar.

Assim, do passado virá instinto e do futuro virá intuição, sendo que o instinto vai filtrar a intuição e com isso agora temos no ar uma poderosíssima carga de informação superlumínica, ou seja, com velocidade maior do que a velocidade da luz e isso funciona como banda larga wi-fi, uma comunicação que está no ar e nos permite conectá-la em qualquer lugar.

Mas a intuição sozinha não é suficiente para neutralizar a força do kernel. Primeiro temos que fazer isso na base das distorções. Precisamos preparar a energia desse corpo físico na sua lógica, para retirá-lo das distorções e devolvê-lo ao propósito.

Com isso o kernel, que controla corpo físico, tem que passar a ser um kernel operado pelo observador que se dirige à fonte, o observador do futuro. É por isso que, na metodologia, primeiro vamos fazê-la de um modo normal e, em seguida, colocar o kernel á disposição dos observadores que retornam para a fonte.

E o que vai acontecer é que o nosso corpo reativo do passado vai ser destruído, dissolvido, ocorrendo o que todos já sabemos que acontece, que é a iluminação.

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